Arquivo da categoria: Mali

SALIF KEITA – Música Mali

Padrão

Salif Keita nasceu em Djoliba, Mali, em 5 de agosto de 1949. Descendente direto do fundador do Império Mali, Sundiata Keita, albino e apaixonado pela música, Salif Keita, contrariando seu destino, escolhe se tornar cantor, ainda que esta não seja uma profissão digna da sua casta. No ano de 1967 viaja até Bamako, onde faz parte da Super Rail Band junto com o reconhecido músico Mory Kanté, começando assim sua bem sucedida carreira musical.

Madan

Anúncios

Artesanato Tuaregue

Padrão

Este slideshow necessita de JavaScript.

A população conhecida no ocidente pelo nome genérico “tuaregue” encontra-se atualmente espalhada em grande parte do Saara e no Sahel, faixa semi-árida ao sul do deserto. Vivem nas atuais repúblicas da Argélia, Níger, Mali e Burkina Fasso e no reino do Marrocos. Os tuaregue (sing. targui) são parte do grande grupo Amazigh (ou Berbere) que vivia no norte da África antes da chegada dos árabes a esta região no século VII. Convertidos ao Islã, até hoje os tuaregue são os mestres do deserto, criadores de camelos e caravaneiros. Sua habilidade para cruzar o Saara garante há séculos a ligação comercial e o trânsito cultural entre o Magrebe e os grandes centros difusores ao sul do deserto, como as cidades históricas de Tombuctu, no Mali, ou Agadez, no Níger. Divididos em subgrupos, os tuaregue compartilham a língua tamasheq e a escrita tifinagh. Sua cultura material é marcada pelos desenhos geométricos. A prata, tida como “abençoada pelo Profeta”, é o metal mais apreciado pelos tuaregue. Seus exímios artesãos, utilizando técnicas simples como a moldagem pelo método da cera perdida, criam objetos e adereços refinados. O acabamento é feito manualmente, por cinzelagem e gravação. O couro é também trabalhado com maestria pelos tuaregue, sendo essa atividade exercida por homens e mulheres. O entalhe em madeira e os bordados apresentam os mesmos detalhes geométricos utilizados nas demais técnicas artesanais.

Ref: Casa Das Áfricas

Colaboração de nosso prezado amigo Carlos Souza (RJ-Brasil)

Golpe de Estado no Mali

Padrão

Militares do Mali tomaram o poder em Bamako, após várias horas de combates com a guarda presidencial. Na origem do golpe de Estado estará o descontentamento dos militares com a falta de meios para combater os rebeldes tuaregues no Norte do país.

Uma fonte militar leal ao governo maliano garantiu entretanto à agência AFP que o presidente, Mamadou Toumani Touré, que os rebeldes afirmam ter deposto, “está bem” e “em local seguro”.

“O presidente está bem, está em local seguro, assim como os ministros da Segurança [Natié Pléa] e da Defesa [general Sadio Gassama], os ministros visados” pelos militares revoltosos que anunciaram, esta quinta-feira, ter derrubado o regime, afirmou a fonte, sob anonimato.

Sem adiantar onde estão o presidente e os ministros da Segurança e da Defesa, a mesma fonte admitiu que alguns membros do governo foram detidos, mas não todos.

O responsável militar criticou ainda a reação francesa ao golpe de Estado, após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, ter defendido a realização de eleições “o mais rapidamente possível”.

“Nestes casos, não se exige a realização de eleições em breve. A primeira coisa a exigir é o restabelecimento do Estado de Direito, da ordem constitucional”, afirmou.

Mas o governo francês não foi o único a pedir eleições. Também o secretário-geral da Francofonia, Abdou Diouf, condenou o golpe de Estado e pediu a realização de eleições livres “num prazo aceitável”.

“O secretário-geral apela a um diálogo político imediato, reunindo todos os atores políticos malianos, para cessar os combates em todo o território e restabelecer a paz, definir as condições de um regresso à ordem constitucional e preparar, num prazo aceitável, eleições livres, fiáveis, transparentes e inclusivas”, indica um comunicado da Organização Internacional da Francofonia (OIF).

Entretanto, num comunicado emitido pela sua sede em Adis Abeba, a União Africana condenou “qualquer intenção de tomar o poder pela força” e exigiu o respeito pela legitimidade constitucional.

O presidente da Comissão daquele organismo, Jean Ping, sublinhou “a necessidade de respeitar a legitimidade constitucional que representa as instituições republicanas, incluindo o Presidente da República e chefe de Estado, Amadou Toumani Touré”.

O responsável da UA declarou-se ainda “muito preocupado pelos repreensíveis atos cometidos atualmente por alguns elementos do Exército maliano em Bamako”, onde a União Africana realizou esta semana uma reunião sobre paz e segurança.

O governo da Argélia, que faz fronteira com o Mali, condenou também o golpe de Estado, rejeitou “firmemente” o recurso à força e exprimiu o seu “forte compromisso” com o restabelecimento da ordem constitucional.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros argelino, Amar Belani, adiantou que a Argélia “segue com grande preocupação” a situação no Mali. “Consideramos que todas as questões internas do Mali devem encontrar solução no funcionamento normal das instituições legítimas do país e dentro do respeito das normas constitucionais”, afirmou.

REF: Jornal de Noticias.